A compra do acervo se deu após várias tratativas que começaram em 2008. Os trabalhos foram iniciados pelo promotor Lio Marin e se finalizaram com o trabalho de Renee Cardoso Braga. O valor de R$ 1 milhão, pago pelos itens ,vai ser de origem pecuniária. Ou seja, as ações que o município precisa pagar para a justiça serão repassadoas para a família Castro. A principal fonte do dinheiro virá de uma ação referente à queda do sobrado de Belizário Ramos, que caiu durante uma chuva em 2000.
O representante da família, Antulius Castro, que atualmente mora em Atlanta (Estados Unidos), diz que o valor final é pouco, perto do que alcançaria, caso fosse feito um inventário. Ele se diz ‘doído’ de ter que deixar o legado de seu pai fora das mãos da família. “A gente pede, que os interesses políticos não se sobreponham aos interesses da comunidade”, ressalta. O valor do acervo foi levantado pelo Instituto de Patrimônio HIstórico Nacional (Iphan).
João Carlos Matias, superintendente da Fundação Cultural de Lages, diz que somente um governante “irresponsável” e “desvairado” deixaria de cuidar da memória lageana. Ele ressalta que vai ser necessário criar um plano museológico, e que ainda não existe uma previsão de quanto custará ao município a manutenção do museu. Ele garante não ser um valor muito grande, mas afirma que serão necessários investimentos iniciais em equipamentos e na revitalização do prédio.
A Fundação Catarinense de Cultura e a Uniplac darão o suporte técnico para o plano museológico. Nesta segunda-feira já se iniciou os trabalhos de avaliação do prédio, para um levantamento das necessidade de revitalização. No ano passado, o lugar já sofreu com chuvas que alagaram tanto o segundo quanto o primeiro andar.
Para a funcionária do museu, Carla Souza, o TAC foi bem construído. Ele traz ações que já estão sendo feitas e garante melhorias e novas implementações para a manutenção e funcionamento do museu.
Durante o primeiro ano, a Associação de Amigos do Museu Thiago de Castro (que fazia a gerência) continua na gestão, conjuntamente com a prefeitura. Depois somente o poder público é que ficará na administração.
Quem foi Danilo Thiago de Castro
Nascido em 1919, começou a colecionar objetos antigos com 17 anos. Escrevia uma coluna no Correio Lageano contando histórias de Lages de antigamente.
O museu começou em 1943, na casa de Danilo, e, em 1960, foi oficializado. Seu filho, Antulius Castro, conta que o pai era visto como ‘catador de lixo’ nas buscas pela antiguidade. “Ele deixava de lado o tempo com a família para preservar a memória do homem serrano”. Danilo faleceu em 29 de abril de 2006, com 86 anos.
O museu começou em 1943, na casa de Danilo, e, em 1960, foi oficializado. Seu filho, Antulius Castro, conta que o pai era visto como ‘catador de lixo’ nas buscas pela antiguidade. “Ele deixava de lado o tempo com a família para preservar a memória do homem serrano”. Danilo faleceu em 29 de abril de 2006, com 86 anos.
Fotos:Thomas Michel e MTC/Divulgação (sr. Danilo)
Correio Lageano
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